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Tudo começou com uma conversa no carro, a caminho de um fim de semana prolongado, graças ao feriado para os cariocas da estadia do Papa Francisco… Estamos a caminho do nosso descanso quando a criança manda a seguinte: “o mundo dá medo”.
Entendi  na hora, ela está começando a perceber que vive numa bolha. E resolvemos explicar que “bolha” é essa.

É toda proteção que a família cria para os filhos… Minha filha não assiste novela nem jornal, programas que pra mim são precursores ou lente de aumento de toda maldade que existe na sociedade — mas escuta falar das notícias… Que são comentadas no dia—a—dia, não vejo porque expor antecipadamente assuntos alarmantes.

Com o papo rolando no carro, explicação vem e vai, lembro a ela que o jogo do Mário Bros. não é nem justo nem perfeito para o jogador, várias vezes fazemos tudo direitinho e caímos num buraco ou de uma plataforma só porque estamos 0.1 milímetro fora da base. Disso ela entende, e lembra quando o Bowser mesmo morto atira uma bolinha de fogo e mata o Mário no fim da fase.

Explicamos então que o mundo não são só flores, que eu e o papai criamos uma bolha, como um escudo para protegê—la o máximo possível, mas infelizmente as informações, antes alheias ao seu mundinho, estão se aproximando e se tornando mais visíveis.

Então o papai manda a: “cada vez que você sai, mesmo com a gente, a bolha diminui. Estamos sempre correndo riscos”.

Digo então que a nossa função é essa, de proteger… Que já vivemos nessa bolha, e que no futuro espero que ela seja a provedora desse escudo para os meus netos.

Podemos até estar errados, mas como pais temos o direito de errar por excesso. E acho que estamos fazendo direito.

Só não posso mais me enganar, ela está crescendo, rápido, e preciso prepará—la, e ainda mais estar preparada para o que vier!

Existem palavras mágicas, além do por favor e obrigado e aqui em casa ela tem sido muito utilizada e  perdendo um pouco seu glamour e força natural, mas ainda assim ela é muito forte… MÃE.

Minha filha passa o dia inteiro no meu ouvido, que agora se chama orelha (doidera dos anatomistas ou médicos ou biólogos ou sei lá quem de mudar o nome das coisas tão simples) chamando MÃE, MÃE, MÃE! Meio Sheldon e Penny!

E pobre da mãe aqui se  não der atenção…

Rs, você deve estar achando que estamos falando de uma criancinha, pequena, dependente… não, estamos completando 11 anos de convívio, desde do primeiro balbúcio “mamam” até banalização da palavra MÃE.

Mas quer saber ela está mais do que certa… chama MÃE, eu corro e vejo o que está acontecendo, ela chama MÃE eu corro pra fazer comida… passar shampoo no cabelo, levar a toalha para o banheiro, catar uma figura pro dever de casa na internet… fechar o sutian… achar a calça da educação física… responder porque os gregos tem tantos deuses e os cristãos apenas um… olhar o desenho animado bizarro que ela tanto quer assistir mas é na hora da escola e quer que eu ache no You Tube…

UFA!

Ai que saudade de gritar MÃE e ter todos os meus problemas resolvidos!!!

Filha, daqui a alguns anos quanvo você tiver a curiosidade sobre o que a mamãe escrevia tanto, não se aborreça lendo esse post… a mamãe te ama muito, adora ser sua MÃE e ser gritada todas as vezes que forem necessárias, provavelmente você vai ter filhos e vai entender todas essa “reclamação”

Assim como eu, jamais vai se arrepender de ser a pessoa por detrás dessa palavra, que não só é uma palavra e sim um status do mesmo nível de ALTEZA!

Te amo muito minha princesa e espero ouvir até o dia da minha retirada você gritando MÃE para eu socorre-la! Mas de vez em quando me deixa descansar um pouquinho?!

continuação

afinal… o que eu não sei sobre a minha mãe…

Qual seu prato predileto?

Ar-condicionado ou ventilador?

O que não come, de jeito nenhum?

Por que foi morar em Curitiba?

O que a deixava feliz?

Por que o péssimo gosto para homens?

Pra que se mudar tanto?

Além de álcool e nicotina, mais algum vício?

Qual é a receita da carne maluca?

Quais foram seus maiores medos?

Não sei se os filhos em geral perguntam isso e principalmente, não sei se são respondidos…Não sei o que os filhos saudáveis sabem sobre suas mães…

Mas acredito que eu sabendo, ou entendendo um pouco mais sobre as atitudes da mamãe daria ainda mais valor a quem ela foi…

Não tenho uma história comum de convívio materna… não tive modelos positivos para me basear na criação da minha filha, tenho os modelos negativos, e tudo aquilo que eu não devo fazer.

Vou errar, tentando acertar… daqui a uns vinte anos, vou pedir para minha filha escrever sobre sua infância… vamos ver. Ou serão anos de terapia?

Amanhã é o primeiro dia de aula de 2009 para a minha filha. Oba, começam as minhas férias… Brincadeirinha, acredito que esse ano vai ser bem trabalhoso no meu emprego e como mãe… que venham os desafios.

Já fui fã de carteirinha de reuniões de pais… principalmente das do início de ano, ser apresentada a professora nova, conhecer a sala de aula, mas (sempre tem um MAS) perdi totalmente o tesão… não é culpa da instituição de ensino, não… a culpa é dos pais que não sabem qual é a diferença da educação que se deve dar em casa e a que a escola proporciona, vou além disso, com essa nova mania de achar que basta estar pagando que é dono do colégio ou da sala de aula e ainda mais do professor…

Me poupem… se gastamos uma baba em colégio particular para os nossos filhos, é porque, acreditamos que a formação dada pela instituição é aquela que acreditamos ser a melhor.

Mas não… o mercado consumista  é de tal força e estupidez que leva ao pais esquecerem que cada escola tem um plano diretor, um projeto político pedagógico e uma personalidade formada, a partir daí  sim devemos escolher o colégio que mais se aproxima dos valores cultivados pela família e não tentar a ferro e fogo mudar a forma de ser da instituição ” só por que tá pagando”…

E é culpa dessas pessoas que me leva a perder todo o interesse de estar numa reunião de pais…

O jeito é tentar fugir dessas enrascadas… ou ir a cada uma delas somente depois de ter tomado um passiflorine, maracujina ou dependendo dos casos um valium… assim calminho calminho pode ser que não se perca a paciência e aguente ficar na reunião até o fim.

Ah, faltou dizer o obvio: a reunião da minha filha foi hoje, e eu me arrependi de ter ido.

Não estou mais nessa fase… mas tenho uma filha de 7 anos e acredito que daqui uns 5 ou 6 anos estejamos passando por paixões, namoricos, desilusões… e não é mais por isso que namorar seja perigoso, antigamente era… poucos pais sabiam lidar com isso… mas hoje em dia, usamos os psicólogos, psiquiatras, prozacs e similares para resolver quando não somos capazes disso.

Refiro-me ao perigo que anda noticiando todos os jornais, desses meninos, rapazes e homens feitos, desequilibrados, que machucam, agridem e assassinam suas namoradas e ex-namoradas… por ciúmes, paranoia, sentimento de propriedade.

Caramba, tomara que isso melhore logo… senão antes de iniciar um namoro, além das perguntas costumeiras ao candidato, teremos que encaminha-lo a uma junta avaliadora, como nos RH das melhores empresas, pediremos laudos de sanidade mental a psicólogos e psiquiatras e por último mas não menos importante uma declaração de nada-consta do Ministério da Justiça.

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