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Preciso confessar amor, mais da metade das coisas que digo que não sei onde estão na verdade joguei fora!

E ainda vou dar uma desculpa e usando a sua ausência… toda vez que você viaja me dá uma ansiedade louca que me transforma em faxineira, e essa faxineira é preguiçosa  a “dona” da casa e joga muita coisa fora! E pior que não faz ideia do que foi realmente pro lixo e o que foi guardado… e você já sabe que quando eu guardo alguma coisa é impossível realmente difícil achar sem uma nova faxina.

Você deve estar se perguntando se isso tem haver com o tripé desaparecido… e vou ser ainda mais sincera, não sei, não me lembro, mas provavelmente sim!

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Em 5 meses minha vida deu uma mexida que até agora estou digerindo, aliás, ando digerindo muita coisa, tanta coisa que a cabeça não tem tanta conexão com os dedos e por isso sumi.

Claro que não fui desesperadamente reclamada pelos meus leitores imaginários, mas tive uma crise de consciência e sempre me cobrei de voltar, o quanto antes, só que não consegui… acho que agora talvez seja o tempo certo.

Resumindo os 5 meses fora:

– cirurgia nos quadris

– pedido de demissão

– 2 meses de cama – tempo demais para pensar

– fisioterapia

– terapia

– carro novo

Agora, tentando botar a bagunça que 2 meses de cama causou… estou aqui… sei lá se isso vai fazer diferença para alguém, faz pra mim, e por enquanto é isso que importa!

Quantas vezes na vida a gente muda de opinião, visão, estilo… e de tudo aquilo que usam para nos definir… quantos rótulos?

Até os melhores produtos mudam de aparência de tempos em tempos… melhoram-se as logomarcas, as cores e o apelo por novos consumidores, de preferência sem perder os antigos.

Quando podemos nos reinventar? Nas idades terminadas em 0, 5, pares, impares? Pós-cirúrgicos, nascimentos, mortes, mágoas?

A vida é muito longa para sermos sempre os mesmos? Ou curta demais para os ciclos pessoais?

A idade vai passando e a gente vai somando experiências, subtraindo traumas ou inventando outros… a gente muda, não muito, nem tanto; parece que  sempre que é uma grande virada só que a essência fica, pra manter a gente no fora do eixo.

Domingo abri o jornal e comecei a procurar um emprego, rsrsrs, ridícula eu, sem poder andar, sem poder ficar de pé, sem sair sozinha… procurar emprego! Simplesmente ridícula.

Tanta coisa voando na minha cabeça que não consigo dar atenção a nada, quero resolver um monte de coisa mas não enxergo direito os problemas, atropelo as decisões com erros e esquecimento!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

600 pessoas chegaram ao topo do Monte Everest em 2012. Este blog tem cerca de 5.200 visualizações em 2012. Se cada pessoa que chegou ao topo do Monte Everest visitasse este blog, levaria 9 anos para ter este tanto de visitação.

Clique aqui para ver o relatório completo

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