Alguns aprendizados sociais são difíceis de serem deixados para trás

Difícil mesmo é a gente aceitar que ainda se sente incompleto por coisas idiotas mas que fazem parte na verdade de toda cultura, das normas e ética em que somos criados ou nos baseamos…

Acho que já escrevi alguma coisa sobre isso em algum lugar, depois dou uma olhada nos meus arquivos…

Mas a verdade, doa a que doer – acho que essa vai ser um direto de direita no meu marido – por mais que eu seja canhota, bato com a mão direita – eu gostaria muito de me casar…

Sim, eu falo mais alto… Eu queria ter aquele papelzinho onde diz que sou casada.

Estranho pensar sobre isso… Depois de mais de 12 anos de convívio… Mas é uma pequena frustração que tenho… Não sei por quê?

Quer dizer, tenho várias teorias para explicar, por exemplo:

  • A sociedade valoriza mais a mulher casada… Balela, as solteiras independentes são mais ainda valorizadas.

  • Gostaria de ter um dono… Falsa novamente… Não sou uma cadelinha perdida precisando de um dono.

  • Queria uma aliança… Besteira, tenho duas.

  • Quero poder tirar o sobrenome do meu pai do meu nome… Verdade, mas preciso casar para isso?

  • Quero dar uma festa, que custa uma fortuna, para ser o entro das atenções por 5 horas em um dia na minha vida… Ou posso passar 9 meses sendo o centro das atenções, basta engravidar de novo.

Fim das especulações… Na verdade eu quero por que quero, tenho a falsa impressão que vou me sentir mais segura na minha relação…

Os que me conhecem sabem e os que não me conhecem exatamente saberão, ou já tiveram essa pequena ideia, sou extremamente ciumenta… Mas será que um simples papel pode me fazer sentir melhor?

Sei lá…

Não preciso exatamente de véu e grinalda… bastante legal também, mas dispensável.

Mas no final de tudo a verdade nua e crua e mimada é de que eu gostaria. Ponto, sem maiores explicações ou sermões ou motivos…