continuação
Certa vez, mamãe adorava cozinhar e o fazia muito bem, infelizmente, não conseguiu dar ponto num nhoque de abóbora, acho que era desejo… então fui tirada do sossego do lar e levada a um restaurante italiano onde ela saciaria essa vontade… nesse restaurante, ela se apaixonou pelo dono… o que a levou a um casamento perturbador… onde ela definitivamente se alcoolizou.
Depois das férias de janeiro no Rio, onde a vovó morava, voltei a Teresópolis para o início do ano letivo (eu estava na 1ª série – portanto tinha uns 6 anos), minha surpresa, o caminho de casa mudara… estava indo para uma SURPRESA – como mamãe disse – ela tinha se mudado de mala e cuia para a casa do dono do restaurante…ou seja, agora ela era dona de restaurante…Eles fecharam a pequena cantina e abriram um grande restaurante na praça da igreja da Matriz no centro da cidade… esse ano foi tranquilo, aprendi, graças a um garçom do lugar, a andar de bicicleta, sem rodinha… fazia bolo com as cozinheiras, almoçava todo dia bife a milanesa, arroz e batata frita em forma de redinha.
Não sei porque o restaurante foi fechado, mamãe passou a cozinhar em casa, para fora… quando nos mudamos para uma outra casa (meu avó comprou…deu ao casal que se casou no cartório, por quê?), onde os dois, já alcoólicos, resolveram abrir um novo restaurante, sobre a nossa casa…durante esse ano as experiências apenas foram se somando a minha carga… esquecimento na escola… coisas do tipo.
Mais uma vez sem entender por que, os malucos resolveram vir morar no Country Club do Brasil, no camping do Recreio, durante a semana e fins de semana em Teresópolis, quando o restaurante funcionava… compraram um trailer e fomos lá… eu estava na terceira série, fazendo 9 anos, fui parar no Recreio dos Bandeirantes em 1987, onde não tinha nada ou quase ninguém… num coleginho mínimo…
Depois de uma das milhares das brigas do casal, mamãe acabou com o casamento e fomos morar com a vovó e o vovô, na casinha de vila onde a minha mãe passou a adolescência. E eu fui morar com a minha tia, irmã do meio da minha mãe, que tinha filho na mesma idade que eu e sempre me adorou… continua…



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