Quando precisamos de ajuda o mais difífcil é reconhecer que você quem se enfiou nessa.

É claro que isso é quando a culpa é nossa, o que geralmente é verdade.

E a ajuda vem…, como?

De várias maneiras e… algumas vezes de forma obscura.

Como é que se reconhece quando ela vem escondida?

Em foram de conselho, quase sempre é em forma de bronca.

Preciso de ajuda em forma de MegaSena acumulada.

Fui antipática com as colegas de trabalho do meu marido, pelo menos acho que fui e assumo; Não foi exatamente (nem de longe) a minha intenção (sinceramente espero que elas leiam um dia qualquer  essas baboseiras que escrevo – vai funcionar como um pedido informal de desculpas).

Em minha defesa, eu mesma – advogado cobra por hora…

Fiquei sabendo na quarta feira dia 14/10 que o embarque (trabalho do maridão) aconteceria no dia 16/10, hoje – fui leva-lo ao ponto de encontro e aos prantos me despedi dele e dei um oi para as meninas, que para me consolar um pouco disseram que a volta aconteceria mais cedo dessa vez, ao invés dos 35 costumeiros dias só seriam 15 dias e eu muito contrariada disse que faria de conta que seria o tempo normal, afinal estou escaldada das vezes em que disseram que a viagem é de 3 dias e dura 7 ou de 6 e dura mais de 10.

Ou seja, as meninas queriam me animar mas eu não deixei, isso foi antipático da minha parte.

Então, desculpa, de verdade.

Texto escrito originalmente a caneta no dia 16/10/2009 – prevendo as explicações pelo sumiço.

Explicações por estar sumida… já dei por aqui e acho que não serei capaz de por em dia tudo o que aconteceu desde então, tentar eu posso, mas acho quase difícil demais, para não dizer impossível.

Mas para não ficar muito desatualizada peguei o caderninho amarelo e estou agora colocando as ideias em dia.

Estou sumida, quer dizer, desaparecida, afinal o meu computador vai passar de 10 a 20 dias inúteis úteis na autorizada. Pifou.

Mas para emergências me sobrou o note do maridão… mas vou reafirmar por escrito como já disse em rodinhas de conversas por aí… Computador é tão pessoal quanto escova de dentes.

Eu sou a pior pessoa do mundo para compartilhar um pc… sou toda desorganizada organizada ao meu modo, gosto das coisas nos lugares x y z e ainda não gosto de digitar senha nem www… coisas básicas de configuração altamente pessoal… não posso ficar deixando grandes rastro s no firefox do maridão, ele não merece.

E ainda vou piorar e descer o nível e dizer que sou extremamente curiosa e fuxico tudo… sou uma arma contra eu mesma…

Céus, ainda falta coisa de 15 dias dos infernos…. pra ter alguma notícia do meu queridinho pc.

Receita para tudo dar errado:

Fazer Planos

P.S. Dia 9 de outubro é aniversário do maridão e não vou planejar nada!

Cismei em ser uma boa pessoa, mas acho que não está dando muito certo.

Como boa pessoa conceituo: ser alguém que busca continuamente fazer o melhor de si, para os outros e eu mesma.

Só a busca pela busca apenas não está no conceito, há implicações de resultados para ser uma boa pessoa, e esses resultados estão me parecendo cada vez mais distantes. Por que digo isso?

Por que sendo quem eu sou ou estou sendo, não iria nem para o céu. Não que eu esteja de verdade preocupada.

Mas…

Nunca fui paciente – melhorei muito com a maternidade – piorei muito lecionando.

Tolerância também não é o meu forte mas sei disfarçar bem (o que dizem por ai é que não adianta nada disfarçar, deus vê através dos disfarces – não vou me preocupar com o que não acredito – mas se for verdade tô ferrada) o suficiente, ainda assim tenho tido problemas com esse item, já que não consigo tolerar ignorância nem prepotência – adjetivos típicos da idade escolar com que trabalho.

Agora definitivamente sou incorrigivel quanto a capacidade de ser vingativa, rancorosa… Que feio – isso dá câncer!

E também não gostar das pessoas… sabe aquele lance de “não bater” com a pessoa, dos santos não se cruzarem ou mesmo aquela boa e velha antipatia.

Juro (não sei como, pelo que ou por quem – senão cometo perjúrio) que tentei por de lado várias pequenas coisas que me  levam a antipatizar com as pessoas, como: tom de voz, cor do chinelo, ocasional cecê, pessoas preconceituosas ou/e racistas (ok, os dois não são pequenas coisas), time de futebol… etc. isso é demais para uma pessoinha como eu.

Assumo que é péssimo, estou tentando melhorar e torço com bastante força que exista esse treco de outra vida, para que eu possa continuar tentando.

Encontrei aquilo que todos que a apoiam chamam de benefícios da rotina.

Manter a organização do dia-a-dia.

Sou fundamentalmente desorganizada, nunca consegui manter uma rotina; nem com filho bebê fui capaz e para dizer a verdade, depois de tanto ouvir sobre os seus maleficios, fugia como o católico foge do diabo (pra não dizer o diabo foge da cruz – porque não acredito que a cruz seja um bom exemplo de cristianismo – mas isso é assunto para outro post, para outro dia).

Mas acredito que no final das contas ela pode até ser importante.

Sem rotina não existe organização ???? como sobrevivi até hoje então ???? e para pessoas como eu, é de suma necessidade.

Exemplo: como perder peso, ganhar massa muscular, sem uma rotina fixa de exercícios? (Bem, esse foi o melhor exemplo que pensei até agora)

Será que vale encarar uma dessas?

Como construir isso?

Tentemos:

  • acordar
  • tomar café
  • se arrumar para o trabalho
  • acordar a criança
  • levar a criança na casa da avó
  • ir para o trabalho
  • fazer as obrigações do trabalho
  • voltar pra casa
  • levar os cães para passear
  • pré-preparar o jantar
  • buscar a criança no colégio
  • fazer o dever de casa com a criança
  • banho na criança
  • fazer o jantar
  • meu banho
  • esperar o marido para a janta
  • dormir

Dá não!

Assunto recorrente

Falar a verdade, sempre, já me causou sérios danos, mas também me ensinou ou mostrou muita coisa, como existem pessoas que se dizem suas amigas e não são.

Amigo é aquele cara que te conhece tão bem, que gosta de você inclusive pelos seu defeitos; É quase impossível ter pessoas assim ao seu lado, geralmente são da família, onde os laços sanguíneos nos obrigam à convivência.

Mas tudo isso todo mundo sabe?

Por que quando somos pequenos ou menos vividos temos uma penca de melhores amigos e enquanto o tempo passa esse número é drasticamente reduzido?

Melhoramos a seleção de amigos? Melhor, nos tornamos mais seletivos? Pior, nos tornamos tão adultos e preconceituosos que não nos permitimos fazer amizades?

Essa é a importância dos amigos virtuais? Na web podemos ser quem quisermos, mentir à vontade para esconder as verdades, esconder a solidão em que a humanidade se encerra, diariamente, por não poder ser verdadeiro.

Também chamados de codinome, vulgo e nomes carinhoso, na minha casa são múltiplos; por que será?

Acho que é reflexo das múltiplas personalidades que desenvolvemos.

Para ficar mais didático darei exemplos:

Carolina (eu): Carol, Carola, Lola, mãe, mamãe, mamuca, muga, Smuchi, Amuchi, cogumelo, Mushaboom.

Eva (filha): Vivi, Vinha, Vida, Viva, Vivinha, Gururu, Cururu, Kowalski, Evinha, Evanilda, mãe, mamuca.

Gerhard (maridão): Gop, Gopinho, Smuchi, Amuchi, papai, papuca, moreco, amore.

Lilo (cachorra mais velha): Lilosk, Liluca, Loski, Lo

Morgana (cachorra mais nova): Morg, Mogan, Morc

E aí? Será que alguém sabe seu próprio nome?

Pensamentos soltos, será que isso acontece?

Que poder eu tenho de censurar as palavras?

Isso (censura) só acontece quando gostaria de comentar coisas que envolvem os meus alunos ou patrões.

São esses momentos que surge em mim um monstro censor, calador e apagador dos meus pensamentos e palavras.

Há justiça nisso? Ética? Moral?

Deixar de escrever com medo de quem me lê? E será que eles me leem? Será que um dia lerão? E nesse dia serei condenada por participar a minha opinião com o mundo?

E assim caio sobre problemas mais profundo…

Até aonde a verdade é o melhor?

Estranho, quando somos crianças (na escala mensurada em anos – pois acredito que a infância mental dura para sempre) sismam em nos convencer que devemos sempre falar a verdade; Daí crescemos e aos poucos descobrimos ( a base de muita porrada e decepção) que raramente a verdade deve ser dita; a qualquer custo então??? Nunca.

Mas o que isso tem haver com os pensamentos censurados?

Quanto mais cedo se aprende a censurar o que se fala, mais rápido se descobre uma forma fácil de sobreviver é aprender a disfarçar a verdade, as vezes tanto que a tornamos mentira!