Estou sumida, quer dizer, desaparecida, afinal o meu computador vai passar de 10 a 20 dias inúteis úteis na autorizada. Pifou.

Mas para emergências me sobrou o note do maridão… mas vou reafirmar por escrito como já disse em rodinhas de conversas por aí… Computador é tão pessoal quanto escova de dentes.

Eu sou a pior pessoa do mundo para compartilhar um pc… sou toda desorganizada organizada ao meu modo, gosto das coisas nos lugares x y z e ainda não gosto de digitar senha nem www… coisas básicas de configuração altamente pessoal… não posso ficar deixando grandes rastro s no firefox do maridão, ele não merece.

E ainda vou piorar e descer o nível e dizer que sou extremamente curiosa e fuxico tudo… sou uma arma contra eu mesma…

Céus, ainda falta coisa de 15 dias dos infernos…. pra ter alguma notícia do meu queridinho pc.

Receita para tudo dar errado:

Fazer Planos

P.S. Dia 9 de outubro é aniversário do maridão e não vou planejar nada!

Cismei em ser uma boa pessoa, mas acho que não está dando muito certo.

Como boa pessoa conceituo: ser alguém que busca continuamente fazer o melhor de si, para os outros e eu mesma.

Só a busca pela busca apenas não está no conceito, há implicações de resultados para ser uma boa pessoa, e esses resultados estão me parecendo cada vez mais distantes. Por que digo isso?

Por que sendo quem eu sou ou estou sendo, não iria nem para o céu. Não que eu esteja de verdade preocupada.

Mas…

Nunca fui paciente – melhorei muito com a maternidade – piorei muito lecionando.

Tolerância também não é o meu forte mas sei disfarçar bem (o que dizem por ai é que não adianta nada disfarçar, deus vê através dos disfarces – não vou me preocupar com o que não acredito – mas se for verdade tô ferrada) o suficiente, ainda assim tenho tido problemas com esse item, já que não consigo tolerar ignorância nem prepotência – adjetivos típicos da idade escolar com que trabalho.

Agora definitivamente sou incorrigivel quanto a capacidade de ser vingativa, rancorosa… Que feio – isso dá câncer!

E também não gostar das pessoas… sabe aquele lance de “não bater” com a pessoa, dos santos não se cruzarem ou mesmo aquela boa e velha antipatia.

Juro (não sei como, pelo que ou por quem – senão cometo perjúrio) que tentei por de lado várias pequenas coisas que me  levam a antipatizar com as pessoas, como: tom de voz, cor do chinelo, ocasional cecê, pessoas preconceituosas ou/e racistas (ok, os dois não são pequenas coisas), time de futebol… etc. isso é demais para uma pessoinha como eu.

Assumo que é péssimo, estou tentando melhorar e torço com bastante força que exista esse treco de outra vida, para que eu possa continuar tentando.

Encontrei aquilo que todos que a apoiam chamam de benefícios da rotina.

Manter a organização do dia-a-dia.

Sou fundamentalmente desorganizada, nunca consegui manter uma rotina; nem com filho bebê fui capaz e para dizer a verdade, depois de tanto ouvir sobre os seus maleficios, fugia como o católico foge do diabo (pra não dizer o diabo foge da cruz – porque não acredito que a cruz seja um bom exemplo de cristianismo – mas isso é assunto para outro post, para outro dia).

Mas acredito que no final das contas ela pode até ser importante.

Sem rotina não existe organização ???? como sobrevivi até hoje então ???? e para pessoas como eu, é de suma necessidade.

Exemplo: como perder peso, ganhar massa muscular, sem uma rotina fixa de exercícios? (Bem, esse foi o melhor exemplo que pensei até agora)

Será que vale encarar uma dessas?

Como construir isso?

Tentemos:

  • acordar
  • tomar café
  • se arrumar para o trabalho
  • acordar a criança
  • levar a criança na casa da avó
  • ir para o trabalho
  • fazer as obrigações do trabalho
  • voltar pra casa
  • levar os cães para passear
  • pré-preparar o jantar
  • buscar a criança no colégio
  • fazer o dever de casa com a criança
  • banho na criança
  • fazer o jantar
  • meu banho
  • esperar o marido para a janta
  • dormir

Dá não!

Assunto recorrente

Falar a verdade, sempre, já me causou sérios danos, mas também me ensinou ou mostrou muita coisa, como existem pessoas que se dizem suas amigas e não são.

Amigo é aquele cara que te conhece tão bem, que gosta de você inclusive pelos seu defeitos; É quase impossível ter pessoas assim ao seu lado, geralmente são da família, onde os laços sanguíneos nos obrigam à convivência.

Mas tudo isso todo mundo sabe?

Por que quando somos pequenos ou menos vividos temos uma penca de melhores amigos e enquanto o tempo passa esse número é drasticamente reduzido?

Melhoramos a seleção de amigos? Melhor, nos tornamos mais seletivos? Pior, nos tornamos tão adultos e preconceituosos que não nos permitimos fazer amizades?

Essa é a importância dos amigos virtuais? Na web podemos ser quem quisermos, mentir à vontade para esconder as verdades, esconder a solidão em que a humanidade se encerra, diariamente, por não poder ser verdadeiro.

Também chamados de codinome, vulgo e nomes carinhoso, na minha casa são múltiplos; por que será?

Acho que é reflexo das múltiplas personalidades que desenvolvemos.

Para ficar mais didático darei exemplos:

Carolina (eu): Carol, Carola, Lola, mãe, mamãe, mamuca, muga, Smuchi, Amuchi, cogumelo, Mushaboom.

Eva (filha): Vivi, Vinha, Vida, Viva, Vivinha, Gururu, Cururu, Kowalski, Evinha, Evanilda, mãe, mamuca.

Gerhard (maridão): Gop, Gopinho, Smuchi, Amuchi, papai, papuca, moreco, amore.

Lilo (cachorra mais velha): Lilosk, Liluca, Loski, Lo

Morgana (cachorra mais nova): Morg, Mogan, Morc

E aí? Será que alguém sabe seu próprio nome?

Pensamentos soltos, será que isso acontece?

Que poder eu tenho de censurar as palavras?

Isso (censura) só acontece quando gostaria de comentar coisas que envolvem os meus alunos ou patrões.

São esses momentos que surge em mim um monstro censor, calador e apagador dos meus pensamentos e palavras.

Há justiça nisso? Ética? Moral?

Deixar de escrever com medo de quem me lê? E será que eles me leem? Será que um dia lerão? E nesse dia serei condenada por participar a minha opinião com o mundo?

E assim caio sobre problemas mais profundo…

Até aonde a verdade é o melhor?

Estranho, quando somos crianças (na escala mensurada em anos – pois acredito que a infância mental dura para sempre) sismam em nos convencer que devemos sempre falar a verdade; Daí crescemos e aos poucos descobrimos ( a base de muita porrada e decepção) que raramente a verdade deve ser dita; a qualquer custo então??? Nunca.

Mas o que isso tem haver com os pensamentos censurados?

Quanto mais cedo se aprende a censurar o que se fala, mais rápido se descobre uma forma fácil de sobreviver é aprender a disfarçar a verdade, as vezes tanto que a tornamos mentira!

A maternidade anula a mulher que existe em mim.

Mesmo sendo símbolo universal da feminilidade, ela me abafa, boicota.

Sempre disse que vestimos várias personagens durante o nosso dia, durante a nossa vida – aqui , só que definitivamente a mãe é a mais difícil de despir, desencarnar. Nem os melhores demaquilantes e exfoliantes ou produtos de limpeza são capazes de me separar desse papel.

Me torno uma caricatura de ser fêmea, onde tudo gira em torno da cria.

De repente deixei de ser eu para ser a mãe da Eva. Perdi minha identidade e as vezes perco a minha sexualidade.

Não é pela pochete barriga que cisma em chegar antes que os meus peitos ou meu nariz; nem pelos cabelos brancos (culpa de 50%dos meus alunos) que cismam em não absorver a tinta ou crescem rápido demais.

Talvez seja a canseira física e emocional de ser mãe; me suga toda energia que sobra depois do segundo turno, ( e agora vou por a culpa na professora da criança) os deveres de casa também não ajudam em absolutamente nada.

Antes de me maternizar (verbo que acabei de criar) as vezes inventava uma dor de cabeça para não cumprir os ritos matrimoniais – tradução clara – dor de cabeça de mentira para não transar – mas por preguiça, mas depois, convenhamos, tenho mais dores de cabeça do que qualquer ser no planeta possa julgar ser sadia (mas o check up nada acusou) e não são nem de longe inventadas.

Até mesmo a super consumista tornou-se moderada e por, não compro mais nada para mim mesma, gasto tudo com coisas de criança.

Assim não é possível se sentir mulher… muito menos sexy e tão menos ainda disposta a mudar a personagem, porque dá muito trabalho e estou com preguiça.

Como alguns já sabem, sou professora, mãe, dona de casa, mãe solteira quando o maridão está embarcado, doméstica, eletricista, economista (tá, essa função exerço muito mal);

Mas hoje resolvi desabafar só mais um pouquinho e sobre educação. Não estou falando exatamente da formal (matemática, inglês, física, química e biologia) falo daquela que vem de casa, como diziam antigamente, de berço.

E mesmo tendo me apresentado como professora, não acho que essa seja a minha função… não como professora de biologia, mas como mãe é.

Andando por ai percebo a carência de “por favor, com licença, desculpe-me, obrigada” dos seres humanos com os quais esbarro na rua, no mercado, na padaria, no pátio da escola quando vou buscar a minha filha.

E o pior, quando alguém usa os termos educados é elogiado… como se fosse algo magnífico, o supra-sumo (eta gíria antiquada) da educação.

Na minha casa é o básico.

Aonde foi parar a educação? Antes mesmo de reclamar que cada dia mais as pessoas estão mais ignorantes; do que adianta ensinar o currículo escolar se o doméstico não foi ensinado?

Cabe ao professor essa disciplina também?

Se a resposta for sim, definitivamente deveríamos ganhar mais.

Nunca imaginei que compartilharia minha lista de “to do” com várias outras pessoas.

Vamos lá: (preciso)

  • arrumar a casa – estranhamente por mais que eu cumpra essa atividade ela está sempre no topo da lista;
  • levar o carro ao mecânico para trocar as borrachinhas não vou pagar o mico de não saber o nome da suspensão do carro;
  • fazer uma mega-arrumação no quarto da Eva – preciso da ajuda dela para separar o que ela quer manter e o que quer dar, diferente do que fizeram na minha infância, que simplesmente resolveram por mim;
  • desentulhar o quarto de empregada/dispensa, jogar o que não presta no lixo, dar o que ainda tem utilidade para outras pessoas mas não para nós (berço, cadeira de carro para bebê, roupinha de bebê – praticar um desapego forte demais- etc) e organizar o que ainda tem uso nessa casa;
  • voltar a estudar – fazer mestrado? É, acho que sim;
  • marcar os exames que eu deveria ter feito no início do ano: densitometria, ressonância – desculpa Dra. mas se eu não fiz é porque estou me sentindo bem;

E último e o menos dificil de fazer- mas não tão prazeroso:

  • comprar uma calça jeans – tarefa que pode ser extremamente deprimente.